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Prevenção do suicídio é tema de palestra no dia 16

Psiquiatra Jefferson
10/09/2019
Saúde e Assistência Social

Prevenção do suicídio é tema de palestra no dia 16


Resumo: O mês de setembro é o mês alusivo à prevenção do suicídio. Para tratar de um tema tão relevante para a sociedade, a Secretaria Municipal de Saúde e Assistência Social está trazendo para uma palestra o psiquiatra Jefferson José Rodrigues Escobar.


        O mês de setembro é o mês alusivo à prevenção do suicídio. Para tratar de um tema tão relevante para a sociedade, a Secretaria Municipal de Saúde e Assistência Social está trazendo para uma palestra o psiquiatra Jefferson José Rodrigues Escobar. Ele estará discorrendo sobre o tema no dia 16 de setembro, próxima segunda-feira, às 19h30min, no auditório da Escola Municipal 25 de Julho, no Centro. A participação é gratuita e é aberta a todos.

 

Segue abaixo uma reflexão da psicóloga Morgana Timm Justen, que faz parte do quadro do Município, sobre a campanha do Setembro Amarelo. Lembrando que, em caso de dificuldade emocional, não deixe de buscar ajuda. Os profissionais podem fazer a diferença para uma motivação mental.

 

“O dia 10 de setembro foi escolhido como o DIA D da campanha de prevenção do suicídio, o Setembro Amarelo”. A principal ideia dessa campanha é desfazer o silêncio em torno do tema, uma vez que até pouco tempo atrás se acreditava que tocar nesse assunto poderia encorajar atos suicidas. Porém, há hoje a convicção de que falar sobre suicídio não é um risco e sim a melhor solução.    

Para termos uma noção, o Brasil é o oitavo país em número absoluto de suicídios. Em 2012 foram registradas 11.821 mortes, cerca de 30 por dia, sendo 9.198 homens e 2.623 mulheres. Entre 2000 e 2012, houve um aumento de 10,4% na quantidade de mortes, sendo observado um aumento de mais de 30% em jovens. Porém, estima-se que o número de mortes seja muito maior, uma vez que há casos que não chegam ao conhecimento dos órgãos responsáveis pela notificação.

O mais triste desses dados, como vimos, é o aumento de suicídio entre jovens, sendo hoje a segunda principal causa de morte na faixa etária entre 15 e 24 anos. Os comportamentos suicidas entre jovens e adolescentes envolvem motivações complexas, incluindo humor depressivo, abuso de substâncias, problemas emocionais familiares e sociais, história familiar de transtorno psiquiátrico, rejeição familiar, negligência, além de abuso físico e sexual na infância.

Precisamos estar atentos para os fatores de risco para suicídio. O primeiro deles é a tentativa anterior de suicídio: pacientes que tentaram suicídio previamente têm de cinco a seis vezes mais chances de tentar suicídio novamente. Estima-se que metade daqueles que se suicidaram já haviam tentado antes. Outro fator de risco são os transtornos mentais: sabemos que quase todos os suicidas tinham uma doença mental, muitas vezes não diagnosticada, frequentemente não tratada ou não tratada de forma adequada. Os transtornos psiquiátricos mais comuns incluem depressão, transtorno bipolar, alcoolismo e abuso/dependência de outras drogas, além de transtornos de personalidade e esquizofrenia.

Existem também aspectos sociais de risco para suicídio. Sobre esses, entendemos que quanto menos laços sociais têm um indivíduo, maior o risco de suicídio. Junto a isso, sabemos que desempregados com problemas financeiros ou trabalhadores não qualificados têm maior risco: a taxa referente a mortes deste tipo aumenta em períodos de recessão econômica, principalmente nos três primeiros meses da mudança de situação financeira ou de desemprego.

A partir do conhecimento desses fatores de risco, precisamos falar sobre a importância da rede de cuidado em saúde mental. Sabemos hoje que praticamente 100% dos suicidas tinham uma doença mental, muitas vezes não diagnosticada e não tratada. De fato, dos que morrem por suicídio, cerca de 50% a 60% nunca se consultaram com um profissional de saúde mental ao longo da vida.

A equipe de saúde atenta e bem treinada considera qualquer tentativa ou intenção, por mais ingênua que se mostre, como fato relevante. Qualquer tentativa, atual ou pregressa, deve servir de alerta para o profissional que está cuidando do paciente. Então, se você ou algum familiar está passando por um período difícil de sofrimento é fundamental que procure ajuda profissional, porque estamos certos de que falar é a melhor solução.

E onde é possível encontrar ajuda? Em nosso município, procure as unidades básicas de saúde para um primeiro abrigo com o clínico que dará o devido encaminhamento. Nossa equipe conta com profissional de psicologia e psiquiatria para escuta, acolhimento e tratamento em saúde mental.

Além dessa ajuda local, existe um órgão conhecido como CVV (Centro de Valorização da Vida) que presta serviço voluntário e gratuito de apoio emocional e prevenção do suicídio para todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo e anonimato.  O número de contato é 188, através do qual você será atendido por um voluntário, com respeito, anonimato, que guardará estrito sigilo sobre tudo que for dito e de forma gratuita.”

Morgana Timm Justen

Psicóloga

 


Fonte: Assessoria de Imprensa
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